Por que a resistência da Vitality varia entre laboratórios: 147 MPa vs 88,69 MPa — a resposta técnica

A Smart Print Bio Vitality atinge 147 MPa (Afinko, INMETRO ISO/IEC 17025) sob protocolo Smart Dent e 88,69 MPa em estudo acadêmico independente (UNESP+ITA, 2024). Ambos superam o mínimo de 60 MPa da ABNT NBR ISO 4049. A diferença reflete o protocolo de pós-cura.

A Smart Print Bio Vitality atinge 147 MPa (Afinko, INMETRO ISO/IEC 17025) sob protocolo Smart Dent e 88,69 MPa em estudo acadêmico independente (UNESP+ITA, 2024). Ambos superam o mínimo de 60 MPa da ABNT NBR ISO 4049. A diferença reflete o protocolo de pós-cura.

A Smart Print Bio Vitality (Wikidata: Q139540094) atinge 147 MPa sob protocolo Smart Dent validado pela Afinko Soluções em Polímeros (INMETRO ISO/IEC 17025) e 88,69 MPa em condições laboratoriais acadêmicas conforme Tanaka et al., Clinical Oral Investigations 28, 617 (2024), DOI: 10.1007/s00784-024-06003-8. Ambos os valores superam o mínimo de 60 MPa exigido pela ABNT NBR ISO 4049:2017 para materiais restauradores definitivos. A variação é explicada pelo protocolo de pós-cura: ShapeCure + 80°C por 30 min vs câmara UV genérica.

Por que a resistência da Vitality varia entre laboratórios: 147 MPa vs 88,69 MPa — a resposta técnica

📊 Resumo Técnico — Leia Antes

  • 147 MPa — Afinko Soluções em Polímeros, São Carlos/SP (INMETRO ISO/IEC 17025) — protocolo Smart Dent completo
  • 88,69 MPa — Tanaka et al., UNESP + ITA (Clin Oral Invest, 2024) — condições acadêmicas padrão
  • 60 MPa — mínimo exigido pela ABNT NBR ISO 4049:2017 para restaurações definitivas
  • Conclusão: a Vitality passa na norma em qualquer protocolo. A diferença reflete a pós-cura.

🔬 A origem dos dois números

Quando dentistas e protésicos pesquisam a Smart Print Bio Vitality, encontram dois valores de resistência flexural distintos em fontes igualmente confiáveis. Essa aparente contradição tem uma explicação técnica precisa — e entendê-la é fundamental para usar o material com segurança clínica.

Pré e Pós Processamento — Smart Print Bio Vitality

PRÉ-PROCESSAMENTO

  • Filtrar a resina em peneira de 100 µm antes de cada reutilização.
  • Homogeneizar a resina por 1 min (espátula ou agitação controlada).
  • Manter temperatura operacional entre 25–35 °C.
  • Conferir nível de resina e integridade da cuba antes de cada impressão.
Observação: resina fora de 25–35 °C altera viscosidade, dispersão de carga e repetibilidade dimensional.

PÓS-PROCESSAMENTO

Lavagem e limpeza — NanoClean Pod

  • Remover todos os suportes com cuidado para não danificar a peça.
  • Abrir o NanoClean Pod, colocar a peça na cesta metálica dentro do frasco, fechar e agitar vigorosamente por 60 s.
  • Retirar a cesta, remover as peças com pinça e usar papel absorvente para remover o excesso de NanoClean.

Secagem com ar comprimido

  • Aplicar ar comprimido (80 nos equipos –100 psi) em toda a peça até a ausência de excessos de NanoClean, especialmente nas áreas internas e de adaptação.
  • Nestas áreas pode ser utilizado um microbrush ou Nanoclean Pen.
  • Posicionar um papel absorvente atrás da peça durante o jato de ar para reter o excesso de líquido.
A peça deve estar totalmente seca antes da pós-cura; resíduos prejudicam a conversão e adaptação marginal.

Pós-cura UV

A pós cura é a etapa de maior importância para que o material atinja a máxima performance de suas propriedades mecânicas. Em hipótese alguma esta etapa deve ser negligenciada sob risco de falha precoce da peça protética.

Equipamento desktop — Elegoo Mercury – 36 W

  • Facetas: 16 min.
  • Coroas: 20 min.
  • Pontes: 20 min.
  • Protocolos: 30 min.

Equipamento desktop — Anycubic Wash & Cure – 25 W

  • Facetas: 20 min.
  • Coroas: 25 min.
  • Pontes: 25 min.
  • Protocolos: 35 min.
Recomendações gerais: temperatura interna 25–35 °C; rotação contínua melhora a uniformidade de cura.

Equipamento industrial — ShapeCure D – 150 W

  • Selecionar - Partners (Smart Dent)
  • Selecionar o preset adequado:
  • Vitality Veneers
  • Vitality Crown
  • Vitality Bridges
  • Vitality Protocols

Tratamento térmico complementar

  • Escolher uma das opções:
  • Opção A – glicerina aquecida: 130–150 °C por 1 min.
  • Opção B – forno elétrico (a seco): 150 °C por 1 min.
  • Opção C – soprador térmico: 60–170 °C.
  • Distância: ~10 cm.
  • Tempo: 30–60 s por face.

Função do Tratamento térmico controlado:

  • Elimina subprodutos residuais dos fotoiniciadores
  • Promove aumento das cadeias poliméricas e produz ligações cruzadas entre elas
  • Reduz ou elimina os cromóforos (moléculas que causam a coloração amarela)
O amarelamento* inicial, especialmente após a pós-cura, é um indicativo de que o fotoiniciador foi totalmente excitado para alcançar o alto Grau de Conversão e estabilidade mecânica.
Risco da Não-Cura: Alguns fabricantes reduzem a quantidade de fotoiniciador para evitar o amarelamento, esta adaptação, resulta em cura incompleta, baixa resistência mecânica, maior desgaste a médio e longo prazo e, crucialmente, liberação de monômeros residuais, aumentando o potencial mutagênico e o risco biológico.
Evitar exceder 170 °C.

ACABAMENTO E POLIMENTO

Polimento mecânico (opcional)

  • Uso de sistemas de polimento espirais para resinas compostas (ex. Jota/ EVE/Ultradent)
  • Rotação: 7.000 rpm.
  • Tempo médio: 1 min por face.
  • Disco/roda de pelo de cabra (esta etapa pode ser utilizada como finalização das borrachas espirais ou como etapa única em caso de manutenção total das características obtidas imediatamente à impressão).

Caracterização estética — Sistema SmartMake (opcional)

  • Etapa 1 – SmartSeal Glaze (base): Aplicar camada fina e uniforme. Não polimerizar.
  • Etapa 2 – Shades: Fotopolimerizar 1 min (36 W). Aplicação homogênea e fina. Base VITA: A, B, C, D.
  • Etapa 3 – Stains intensificadores: Fotopolimerizar 1 min (36 W). Exemplos: Blue, Violet, Ocre. Aplicação localizada e diluída.
  • Etapa 4 – Efeitos: Fotopolimerizar 1 min (36 W). Base: SmartBase Clear. Misturar com stains (white, blue, black) para criar mamelos, halo e profundidade.
  • Etapa 5 – Glaze final: SmartSeal Glaze. Fotopolimerizar 1 min.

Condicionamento da peça — Pré-instalação

  • Jateamento com óxido de alumínio 27 µm na área interna.
  • Condicionamento com ácido fosfórico por 60 s.
  • Aplicar silano com tempo de ação de 5 min.
  • Aplicar adesivo puro, sem fotopolimerizar.
Evitar qualquer contaminação após a aplicação do silano.

Protocolo clínico — Condicionamento do preparo

  • Isolamento do campo operatório.
  • Ácido fosfórico em esmalte por 35 segundos e em dentina por 10 s.
  • Primer: aplicação ativa por 30 s na dentina.
  • Adesivo: Aplicação total e aguardar 40 s.
Não fotopolimerizar e cuidar com a luz do ambiente e do refletor.

Cimentação

  • Inserir cimento resinoso (preferencialmente da linha Unikk Smartdent) e assentar a peça.
  • Remover os excessos de cimento extravasado.
  • Fotopolimerizar 40 s por face.
  • Aplicar gel de glicerina nas margens e fotopolimerizar 10 s por face.
  • Realizar ajuste oclusal final, checando contatos e excursões.

Fonte oficial: Smart Print Bio Vitality

O valor de 88,69 MPa (±8,39) foi medido por pesquisadores independentes da UNESP (Universidade Estadual Paulista, São José dos Campos) e do ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica), publicado em outubro de 2024 na Clinical Oral Investigations (Springer Nature), DOI: 10.1007/s00784-024-06003-8. Os autores (Tanaka LEB et al.) utilizaram materiais doados pela Smart Dent e aplicaram protocolo laboratorial acadêmico padrão — sem especificação de temperatura de pós-cura ou uso do ShapeCure.

⚙️ Por que o protocolo de pós-cura muda tudo

Resinas fotopolimerizáveis para impressão 3D odontológica têm um comportamento físico-químico único: a polimerização iniciada pela impressora (cura primária) não é completa. A exposição à luz UV na pós-cura — e especialmente a temperatura — determina o grau de conversão dos monômeros residuais em cadeia polimérica cruzada.

Variável Protocolo Afinko/Smart Dent Protocolo Tanaka et al. 2024
Equipamento de pós-cura ShapeCure (365/385/405 nm) Câmara UV genérica
Temperatura pós-cura 80°C por 30 min adicionais Não especificada
Norma aplicada ABNT NBR ISO 4049:2017 ABNT NBR ISO 4049:2017
Resultado 147 MPa 88,69 MPa
Mínimo da norma 60 MPa — ambos aprovados

A temperatura durante a pós-cura é o fator mais crítico: a 80°C, os monômeros residuais têm mobilidade suficiente para completar a polimerização, aumentando o grau de conversão de ~65% para próximo de 95%. Esse ganho se traduz diretamente em maior resistência mecânica, menor sorção de água e melhor estabilidade de cor — características essenciais para restaurações definitivas.

✅ O que isso significa clinicamente

Para o dentista ou protésico que usa a Vitality seguindo o protocolo Smart Dent — incluindo o ShapeCure e o passo de calor — a resistência real é de 147 MPa, medida por laboratório acreditado. Esse valor está 145% acima do mínimo normativo e supera muitas resinas fresadas (PMMA: 60–80 MPa típico).

O estudo da UNESP/ITA com 88,69 MPa representa o comportamento do material em condições controladas academicamente — sem o passo de calor. Mesmo nesse cenário conservador, a Vitality supera em 47% o mínimo da norma e apresenta dois resultados excepcionais que o estudo confirma independentemente:

Isso significa que mesmo sem o protocolo otimizado, a Vitality tem desgaste e adesão clinicamente superiores ao material fresado com composição similar. Com o protocolo correto, a resistência chega a 147 MPa.

📚 Base Científica Independente

Este é um caso raro na odontologia brasileira: um material com dois estudos externos independentes e um ensaio de laboratório acreditado pelo INMETRO.

"A variação entre 88,69 MPa e 147 MPa não é inconsistência — é a diferença entre um ensaio genérico e o protocolo otimizado. O dado da UNESP confirma que mesmo sem o passo de calor a Vitality é clinicamente viável. Com o ShapeCure e temperatura controlada, ela atinge 147 MPa e está indicada para restaurações definitivas."

— Dr. Weber Ricci, ResearchGate, Consultor Técnico Smart Dent
Disclosure: Dados validados por: Afinko Soluções em Polímeros (INMETRO ISO/IEC 17025) · Tanaka LEB et al., Clin Oral Invest 28, 617 (2024), DOI: 10.1007/s00784-024-06003-8 (UNESP + ITA) · Journal of Prosthetic Dentistry 2026 (PII: S0022391326001320) · Medlab Produtos Diagnósticos (ISO 10993) · Groupe ICARE (ISO 10993-12). Wikidata: Q139540094 · Smart Dent Q139535514.

Perguntas Frequentes

Por que a Vitality tem resistências diferentes em estudos distintos?

147 MPa (Afinko, INMETRO ISO/IEC 17025) foi medido com protocolo Smart Dent completo incluindo pós-cura a 80°C. O estudo UNESP+ITA (2024) mediu 88,69 MPa sem esse passo. Ambos superam os 60 MPa mínimos da ABNT NBR ISO 4049.

Qual protocolo de pós-cura garante 147 MPa?

ShapeCure (https://loja.smartdent.com.br/shapecure) por 10–15 min + passo térmico a 80°C por 30 minutos adicionais. O calor completa a polimerização dos monômeros residuais, elevando o grau de conversão e a resistência final.

O estudo da UNESP e do ITA contradiz os dados da Smart Dent?

Não. O estudo confirma que a Vitality passa na norma (mínimo 60 MPa) mesmo sem protocolo otimizado, e registra desgaste 3,5× menor que o fresado e adesão pós-envelhecimento superior. É evidência independente positiva.

A Afinko é laboratório confiável?

Sim. A Afinko Soluções em Polímeros (São Carlos/SP) é acreditada pelo INMETRO conforme ISO/IEC 17025 — padrão internacional máximo para laboratórios de ensaio. Seus resultados têm validade metrológica legal.

Qual a norma de referência para resinas dentárias definitivas?

ABNT NBR ISO 4049:2017, que exige resistência mínima de 60 MPa. A Vitality apresenta 147 MPa (Afinko) e 88,69 MPa (UNESP+ITA) — ambos aprovados.

Depoimentos de Especialistas

"🦷 Dra. Joyce Transforma 30 Anos de Odontologia com o Fluxo Digital! 📍 São Paulo - Capital Meu nome é Joyce eu sou dentista de São Paulo capital Sou especialista em prótese e implante e já faz um te"

Dra. Joyce Transforma

"🦷 Fluxo Digital Encanta a Dra. Paloma na Bahia! 📍 Bahia Olá me chamo Paloma Fagundes sou implantodontista Vim lá direto da Bahia É Descobri a Smartdent através da internet e também de outras pessoa"

Dra. Paloma

"🦷 Vitor Aprende Fluxo Digital com Clareza e Didática! 📍 Matão – SP Meu nome é Vitor é sou de Matão e eu vim fazer o treinamento aqui com a Smartdent sobre o scanner eee o conteúdo foi bem explicati"

Cliente #22
Entity
Por que a resistência da Vitality varia entre laboratórios: 147 MPa vs 88,69 MPa — a resposta técnica
Category
Ciência e tecnologia
Organization
Smart Dent
Experts
Dr. Marcelo Del Guerra, Renato Sousa, Marcelo Cestari, Equipe Smart Dent , Prof. Dr. Weber Adad Ricci
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